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Plínio Marcos



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Autor(a): Javier Arancibia Contreras, Vinícius Pinheiro e Fred Maia
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Características

Título: Plínio Marcos
Subtítulo: a crônica dos que não têm voz
Autor(a): Javier Arancibia Contreras, Vinícius Pinheiro e Fred Maia
Prefácio: Edelcio Mostaço
Páginas: 192
Ano de publicação: 2002
ISBN: 85-85934-84-0

Editora: Boitempo


Apresentação: Edélcio Mostaço Traçar um perfil da obra de Plínio Marcos como cronista e reconstituir o ambiente da cidade de Santos por meio de entrevistas e textos foram os objetivos iniciais dos autores de Plínio Marcos: a crônica dos que não têm voz. Mais do que isso, presentearam o leitor com saborosas e debochadas crônicas do santista, algumas inéditas. Plínio Marcos cedeu os originais de seus trabalhos publicados como cronista desde 1968, arquivados em cinco pesadas caixas, e o resultado aí está: a revelação de novos ângulos da produção de um sujeito cuja atuação foi fundamental para a cultura brasileira. O livro demonstra como o autor domina a crônica e faz do gênero o registro histórico de seu tempo, dando voz a excluídos e marginalizados e demonstrando repúdio ao poder corrupto. Um Plínio humano, sensível e extremamente brasileiro. Seus textos se mantêm atuais, refletindo a sociedade contraditória em que vivemos. Plínio construiu personagens saídos do povo, gente de circo, carnaval, candomblé. Estivadores, prostitutas, mendigos, presidiários, meninos de rua. Nada escapou aos olhos do atento observador. Destacou-se no jornalismo como cronista, dando espaço a questões importantes na época da ditadura. Suas peças de teatro eram constantemente censuradas e ele sentia na pele as agruras de um tempo amargo. Vestia a camisa dos excluídos, dando-lhes voz em seus escritos. "Está na hora de começarmos a promover estudos sobre a realidade nacional. Não é mais possível marginalizar a mocidade, que não aceita as mentiras que os canastrões querem nos impingir", escrevia na Folha de S.Paulo em 1977. Em suas crônicas, Plínio falava sobre a cultura brasileira, defendendo nosso carnaval, folclore, circo, teatro e outras manifestações populares. Esculhambava os pseudo-intelectuais, a elite e o poder. Mais do que ninguém, ele sabia das dificuldades da grande massa de brasileiros. Teve peças censuradas, estréias teatrais em botecos, vendeu os próprios livros nas ruas para sobreviver. Sabia que a preservação da cultura brasileira era fundamental para a compreensão do povo e de seu modo de vida. Por isso mesmo batia pé contra a degradação do patrimônio nacional, cada vez mais cerceado pela cultura importada. Plinio, antes de mais nada, era observador atento, que olhava o que acontecia ao seu redor e traduzia isso em seus textos numa visão impiedosa, mas ao mesmo tempo cheia de amor e humanismo. Plínio Marcos:a crônica dos que não têm voz é chance de rever a força dos escritos e depoimentos de Plínio, que permanecem extremamente vivos. As vozes de seus personagens continuam ecoando pelas esquinas do Brasil.

 

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