A Privataria Tucana
Autor: Amaury Ribeiro Jr Sinopse
Prepare-se, leitor, porque este, infelizmente, não é um livro qualquer. A "PRIVATARIA TUCANA" nos traz, de maneira chocante e até decepcionante, a dura realidade dos bastidores da política e do empresariado brasileiro, em conluio para roubar dinheiro público. Faz uma denúncia vigorosa do que foi a chamada Era das Privatizações, instaurada pelo governo de Fernando Henrique Cardoso e por seu então Ministro do Planejamento, José Serra. Nomes imprevistos, até agora blindados pela aura da honestidade, surgirão manchados pela imprevista descoberta de seus malfeitos. Amaury Ribeiro Jr. faz um trabalho investigativo que começa de maneira assustadora, quando leva um tiro ao fazer reportagem sobre o narcotráfico e assassinato de adolescentes, na periferia de Brasília. Depois do trauma sofrido, refugia-se em Minas e começa a investigar uma rede de espionagem estimulada pelo ex-governador paulista José Serra, para desacreditar seu rival no PSDB, o ex-governador mineiro Aécio Neves. Ao puxar o fio da meada, mergulha num novelo de proporções espantosas.
Ribeiro Jr., Amaury Editora : GERACAO DE COMUNICACAO INTEG.COM. LTDA.Espec. : CIENCIA POLITICABROCHURA1 º Edição - 2011 - 344 pág.
Sinopse
O filme refaz a trajetória política de João Goulart, o 24° presidente brasileiro, que foi deposto por um golpe militar nas primeiras horas de 1º de abril de 1964. Goulart era popularmente chamado de "Jango", daí o título do filme, lançado exatos vinte anos após o golpe. A reconstituição da trajetória de Goulart é feita através da utilização de imagens de arquivo e de entrevistas com importantes personalidades políticas como Afonso Arinos, Leonel Brizola, Celso Furtado, Frei Betto e Magalhães Pinto, entre outros. O sugestivo slogan do filme foi "Como, quando e por que se derruba um presidente"[2].
O documentário captura a efervescência da política brasileira durante a década de 1960 sob o contexto histórico da Guerra Fria. Jango narra exaustivamente os detalhes do golpe e se estende até os movimentos de resistências à ditadura, terminando com a morte do presidente no exílio e imagens de seu funeral, cuja divulgação foi censurada pelo regime militar.
Jango levou mais de meio milhão de espectadores às salas de cinema, tornando-se o sexto documentário de maior bilheteria da história do cinema brasileiro.
direção SILVIO TENDLER fotografia LUCIO KODATO fotografia de cena AMÉRICO VERMELHO texto MAURICIO DIAS narração JOSÉ WILKER trilha sonora MILTON NASCIMENTO E WAGNER TISO som GERALDO RIBEIRO montagem FRANCISCO SÉRGIO MOREIRA produtores associados DENISE GOULART E HELIO PAULO FERRAZ
Como avaliar as enormes transformações pelas quais o Brasil passou ao longo da última década? O país foi palco de profundas mudanças desde que elegeu o Partido dos Trabalhadores. Compreender e refletir o seu legado tornou-se uma tarefa incontornável para pensar os rumos do País. Coeditado pela Boitempo e pela Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais sede Brasil (Flacso Brasil), o e-book do livro estará disponível para download gratuito a partir da segunda quinzena de maio.
10 anos de governos pós-neoliberais no Brasil, coletânea organizada pelo sociólogo Emir Sader, contribui para essa difícil empreitada, com reflexões de alguns dos mais destacados pensadores brasileiros, como Marilena Chauí, Marco Aurélio Garcia, Marcio Pochmann, Luiz Gonzaga Belluzzo, José Luis Fiori, Luis Pinguelli Rosa e Paulo Vannuchi.
Sader não hesita em expor as tensões em meio às quais se desenvolveu a política econômica do governo, da primeira à segunda – e atual – fase. O resultado é um panorama de 21 ensaios de intelectuais engajados e ativamente envolvidos na política da última década, que discorrem sobre como foram implementadas as políticas sociais – o cerne dos governos Lula e Dilma –, seus enfoques setoriais obrigatoriamente desiguais, seus sucessos e obstáculos até hoje ainda não superados. Além desse amplo espectro de reflexões, o livro conta com uma entrevista inédita com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, realizada em fevereiro de 2013 especialmente para esta coletânea, na qual ele avalia a experiência de governo e faz um balanço das suas realizações e do que não foi possível fazer durante seus dois mandatos. “A intuição e o pragmatismo de Lula serviram de bússola nesse caminho, com situações às vezes surpreendentes e inesperadas, mas que fizeram com que se concluísse esse período com um balanço claramente positivo”, afirma o sociólogo.
O livro é considerado por Sader um instrumento de atualização da prática política e de reflexão necessária para a superação definitiva do neoliberalismo no Brasil. A rubrica “pós-neoliberal” visa dar conta da totalidade das políticas antineoliberais que emergiram no marco das grandes recessões que abalaram a América Latina no final do século XX. A perspectiva essencial é de que o esgotamento do modelo neoliberal não foi sucedido por um modelo alternativo que pudesse substituí-lo em escala global. “Vivemos e seguiremos vivendo ainda por um tempo prolongado um período turbulento, nos planos geopolítico e econômico-financeiro, de disputa hegemônica, em que um mundo velho insiste em sobreviver e um mundo novo encontra dificuldades para se afirmar”, avalia Sader no ensaio “A constituição da hegemonia pós-neoliberal”.
A década que teve fim em 2002 combinou várias formas de retrocesso. Entre elas, a prioridade do ajuste fiscal, as correspondentes quebras da economia e as cartas de intenção do FMI, que desembocaram na profunda e prolongada recessão que o governo Lula herdou. Os caminhos pelos quais os governos Lula e Dilma trilharam e ainda trilham para enfrentar essa herança foram mais complexos e conflituosos do que se poderia esperar. No entanto, Maria Inês Nassif afirma no texto de orelha que, na última década, o Brasil percorreu tão rapidamente caminhos desconhecidos em sua história que ainda não se deu conta de que uma nova geração já perdeu a referência do passado. “O debate é fundamental para o futuro”, assinala. Para Nassif e Sader, o livro é uma proposta para o aprofundamento das discussões sobre os governos Lula e Dilma pela óptica progressista e pela perspectiva da continuidade. “São 10 anos que servem de pano de fundo para se pensar sobre a herança recebida, as transformações logradas e aquelas não realizadas, com suas razões e consequências, e as projeções do futuro brasileiro”, conclui Sader
Trecho do livro
“Fragmentada, perpassada pelo individualismo competitivo, desprovida de um referencial social e econômico sólido e claro, a classe média tende a alimentar o imaginário da ordem e da segurança porque, em decorrência de sua fragmentação e de sua instabilidade, seu imaginário é povoado por um sonho e por um pesadelo: seu sonho é tornar-se parte da classe dominante; seu pesadelo é tornar-se proletária. Para que o sonho se realize e o pesadelo não se concretize, é preciso ordem e segurança. Isso torna a classe média ideologicamente conservadora e reacionária, e seu papel social e político é o de assegurar a hegemonia ideológica da classe dominante, fazendo com que essa ideologia, por intermédio da escola, da religião, dos meios de comunicação, se naturalize e se espalhe pelo todo da sociedade. É sob essa perspectiva que se pode dizer que a classe média é a formadora da opinião social e política conservadora e reacionária.” – Marilena Chaui em “Uma nova classe trabalhadora”
Sumário
ENTREVISTA COM LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA O necessário, o possível e o impossível Emir Sader e Pablo gentiliGEOPOLÍTICA O Brasil e seu “entorno estratégico” na primeira década do século XXIJosé Luís Fiori
POLÍTICA EXTERNA Dez anos de política externaMarco Aurélio Garcia
ECONOMIA Dez anos de política econômica Nelson Barbosa
POLÍTICA INDUSTRIAL Os anos do povo Luiz Gonzaga Belluzzo
DESENVOLVIMENTISMO Dez anos depois... Jorge Mattoso
CIDADANIA E CLASSES SOCIAL Uma nova classe trabalhadora Marilena Chaui
PÓS-NEOLIBERALISMO A construção da hegemonia pós-neoliberal Emir Sader
POLÍTICAS SOCIAIS Políticas públicas e situação social na primeira década do século XXI Marcio Pochmann
DESENVOLVIMENTISMO REGIONAL Desenvolvimento regional brasileiro e políticas públicas federais no governo LulaTania Bacelar de Araujo
ENERGIA Energia e o setor elétrico nos governos Lula e Dilma Luiz Pinguelli Rosa
REFORMA AGRÁRIA A reforma agrária que o governo Lula fez e a que pode ser feita Bernardo Mançano Fernandes
COMUNICAÇÃO Por que não se avança nas comunicações? Venício A. de Lima
MEIO AMBIENTE A política ambiental na década 2002-2012 Liszt Vieira e Renato Cader
SAÚDE Saúde é desenvolvimento Ana Maria Costa
EDUCAÇÃO A procura da igualdade: dez anos de política educacional no Brasil Pablo Gentili e Dalila Andrade Oliveira
CIÊNCIA, TECNOLOGIA E INOVAÇÃO Uma década de avanço em ciência, tecnologia e inovação no BrasilSérgio Rezende
CULTURA Cultura: políticas públicas e novas visibilidadesGlauber Piva
TRABALHO Um olhar dos trabalhadores: um balanço positivo, uma disputa cotidiana e muitos desafios pela frente Artur Henrique
POLÍTICA PARA AS MULHERES 10 anos de política para as mulheres: avanços e desafiosEleonora Menicucci de Oliveira
DIREITOS HUMANOS Direitos humanos e o fim do esquecimento Paulo Vannuchi
Sobre os autores
Luiz Inácio Lula da Silva foi presidente da República de 2003 a 2010. Ex-sindicalista, com papel de liderança nos protestos contra a ditadura militar, é um dos fundadores do Partido dos Trabalhadores, do qual é presidente honorário.
José Luís Fiori é professor titular de economia política internacional da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). É autor de Poder global e a nova geopolítica as nações (2007) e Ontem, hoje e amanhã: tendências do sistema mundial (no prelo), ambos pela Boitempo.
Marco Aurélio Garcia é assessor especial de Política Externa da presidenta Dilma Rousseff, função que desempenhou nos dois governos de Luiz Inácio Lula da Silva. É professor aposentado de História, na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).
Nelson Barbosa é professor do Instituto de Economia da UFRJ e secretário executivo do Ministério da Fazenda.
Luiz Gonzaga Belluzzo é professor de Economia da Unicamp. Atuou como consultor pessoal de economia do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Escreveu com Júlio Sérgio Gomes de Almeida, Depois da queda: a economia brasileira da dívida aos impasses do real (Civilização Brasileira, 2002).
Jorge Mattoso é economista e consultor. Foi presidente da Caixa Econômica Federal (2003-2006) e atua como secretário de finanças da Prefeitura do Município de São Bernardo do Campo desde 2009.
Marilena Chaui é professora de Filosofia na Universidade de São Paulo (USP) e autora, entre outros livros, de Iniciação à filosofia (Ática, 2012) e Cidadania cultural (Perseu Abramo, 2006).
Emir Sader foi secretário-executivo do Conselho Latino-Americano de Ciências Sociais (Clacso). Organizou ao lado de Ivana Jinkings, Carlos Eduardo Martins e Rodrigo Nobile a Latinoamericana: enciclopédia contemporânea da América Latina e do Caribe (Boitempo, 2006).
Marcio Pochmann é professor do Instituto de Economia da Unicamp. Pela Boitempo, publicou O emprego na globalização (2001), O emprego no desenvolvimento da nação (2008) e Nova classe média? (2012).
Tania Bacelar de Araujo é professora da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e especialista em desenvolvimento regional. É autora de Ensaios sobre o desenvolvimento brasileiro: heranças e urgências (Revan, 2000).
Luiz Pinguelli Rosa é diretor do Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-Graduação e Pesquisa de Engenharia (UFRJ). Membro da Academia Brasileira de Ciências, foi presidente da Eletrobras de 2003 a 2004.
Bernardo Mançano Fernandes é professor de Geografia na Universidade Estadual Paulista (Unesp) de Presidente Prudente e coordenador do Núcleo de Estudos, Pesquisas e Projetos da Reforma Agrária na mesma universidade.
Venício A. de Lima é professor de Ciência Política e Comunicação da Universidade de Brasília (UnB), fundador e primeiro coordenador do Núcleo de Estudos sobre Mídia e Política da mesma universidade.
Liszt Vieira é doutor em Sociologia pelo Instituto Universitário de Pesquisas do Rio de Janeiro (Iuperj) e professor da Pontífica Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC- Rio).
Renato Cader é doutor em Ambiente e Sociedade pela Unicamp e docente da Fundação Getulio Vargas (FGV).
Ana Maria Costa é médica sanitarista, doutora em Ciências da Saúde e presidente do Centro Brasileiro de Estudos de Saúde (Cebes).
Pablo Gentili é secretário executivo do Clacso, professor da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) e diretor da Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais (Flacso-Brasil).
Dalila Andrade Oliveira é presidente da Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Educação (ANPEd) e professora da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).
Sergio Machado Rezende é professor de Física da UFPE. Foi ministro da Ciência e Tecnologia no governo de Luiz Inácio Lula da Silva. É autor de Materiais e dispositivos eletrônicos (Livraria da Física, 2004).
Glauber Piva é sociólogo e foi diretor da Agência Nacional de Cinema (Ancine). Foi professor de Políticas Culturais, Corpo e Diversidade na Faculdade de Artes de Paraná.
Artur Henrique é sociólogo e ex-presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT). É conselheiro do Banco Nacional do Desenvolvimento (BNDES) e diretor financeiro da Fundação Perseu Abramo na gestão 2012-2016.
Eleonora Menicucci de Oliveira é socióloga e ministra-chefe da Secretaria de Políticas para as Mulheres. É professora em Saúde Coletiva da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).
Paulo Vannuchi é jornalista. Foi ministro-chefe da Secretaria de Direitos Humanos de 2005 a 2010. Trabalhou na elaboração de Brasil nunca mais, coordenado por dom Paulo Evaristo Arns.
Renato Ferreira é advogado e professor de Direitos Humanos. Mestre em Políticas Públicas pela Uerj. Foi assessor da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial da Presidência da República.
Título: 10 anos de governos pós-neoliberais no BrasilSubtítulo: Lula e DilmaAutor(a): Emir Sader (org.)Prefácio: /Orelha: Maria Inês NassifPáginas: 384Ano de publicação: 2013
Esta edição especial temática da Caros Amigos procura mostrar os principais dilemas dos jovens nos vários ambientes e situações, na relação com a família, no estudo, no trabalho, na militância política e social, diante das drogas e da violência; trata também das políticas públicas e de possíveis alternativas para enfrentamento dos problemas existentes.
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Direita e Esquerda - Razões e significados de uma distinção política
A terceira edição de Direita e Esquerda chega ao Brasil – onde a Editora Unesp já publicou as duas primeiras, em 1994 e 1995 – num momento mais que oportuno, em meio a um cenário econômico global tumultuado por uma das piores crises financeiras do capitalismo. Quando a publicou, em 1999, Norberto Bobbio, um dos principais pensadores contemporâneos, deu uma resposta a quem preconizava que já não fazia sentido distinguir direita e esquerda, pois na globalização a análise dos problemas políticos e econômicos expandira-se para além das fronteiras dos Estados nacionais: “Parece-me ter ocorrido exatamente o contrário, ou seja, que a distinção não está morta e sepultada, mas mais viva do que nunca”, escreveu Bobbio.
Bobbio, que morreu em 2004, aos 95 anos, certamente gostaria de presenciar a atual repercussão de sua obra, em especial, neste momento, de Direita e Esquerda, que continua suscitando debates acalorados mundo afora. Logo em sua primeira edição, em 1999, o livro entrou para a lista dos mais vendidos na Itália e já foi traduzido em 27 países.
ISBN: 9788539300815Assunto: FilosofiaIdioma: PortuguêsFormato: 12 x 21Páginas: 192Edição: 3ªAno: 2012Acabamento: BrochuraPeso: 220g
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DILEMAS DA JUVENTUDE
Lançamento: fev/2013
CORRUPÇÃO
Vamos relacionar os principais casos de corrupção descobertos, investigados e denunciados nos últimos 20 anos. Os interesses privados nos recursos públicos, as maracutaias dos grandes grupos empresariais e dos agentes públicos.
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EDUCAÇÃO (PROFESSORES)
Formação, vida e trabalho de quem tem a missão de ensinar. Vamos comparar a situação dos professores brasileiros com os países que estão – como o Brasil – entre os 10 maiores PIBs do mundo.
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MALES DO MUNDO VIRTUAL
Como conviver com a parafernália eletrônica sem perder a percepção da vida real.
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IMPRENSA ALTERNATIVA
O papel do jornalismo contra-hegemônico de ontem e de hoje. A luta pela democracia e o enfrentamento dos grandes monopólios da mídia.
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ARMADILHAS DO FUTEBOL
As jogadas da cartolagem nas vésperas da Copa do Mundo.
Lançamento: dez/2013
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György Lukács é um dos maiores expoentes do pensamento humanista do século XX e Para uma ontologia do ser social é a mais complexa sistematização filosófica de seu tempo. Considerada uma das mais importantes obras do filósofo húngaro, concebida no curso dos anos 1960, a Ontologia (como se tornou conhecida) significa o salto da ontologia intuída à ontologia filosoficamente fundamentada nas categorias mais essenciais que regem a vida do ser social, bem como nas estruturas da vida cotidiana dos homens.
O primeiro volume de um dos centrais projetos editoriais da Boitempo, acalentado por mais de uma década, finalmente chega às livrarias brasileiras com primorosa apresentação de José Paulo Netto e tradução direta do alemão por Mario Duayer e Nélio Schneider, acrescida da tradução de Carlos Nelson Coutinho, introdutor de Lukács no Brasil e profundo conhecedor de sua obra, baseada na edição italiana. O texto contou também com uma minuciosa revisão técnica de Ronaldo Vielmi Fortes, auxiliado por Ester Vaisman e Elcemir Paço Cunha.
A tomada de posição ontológica marxiana tem início nos anos 1930, quando o filósofo segue da Hungria para Moscou. No Instituto Marx-Engels-Lenin faz um mergulho definitivo nos Manuscritos econômico-filosóficos do jovem Marx. Mas, se a guinada ontológica de Lukács acontece ainda na juventude, marcando todos os seus escritos dos quarenta anos seguintes, é na maturidade, nos anos de 1950, que lhe ocorre a necessidade de desenvolver uma sistematização categorial das reflexões que vinha fazendo sobre arte e literatura. Retira-se então da vida política para dedicar-se à elaboração dos volumes que compõem a Estética.
Sua finalização aponta para o projeto de uma Ética; antes, porém, era preciso definir o sujeito capaz de assumir um comportamento verdadeiramente ético. Vêm daí as motivações que impeliram Lukács a trabalhar tão arduamente, ao longo de toda a década de 1960, nos manuscritos de Para uma ontologia do ser social.
Segundo o pesquisador romeno Nicolas Tertulian, Lukács tinha perfeita consciência do extremo empobrecimento sofrido pelo pensamento marxista durante a época staliniana. “Desse modo, Para uma ontologia do ser social representa um gigantesco esforço para examinar, passo a passo, as categorias fundamentais do pensamento marxiano, a fim de restituir-lhe a densidade e a substancialidade”, afirma na introdução dos Prolegômenos.
Obra de síntese, Para uma ontologia do ser social pretende ainda precisar os pontos do debate que agitaram o pensamento marxista nos últimos decênios. A Ontologia permitiu-lhe abordar a fundo esses pontos de dissenso e fornecer esclarecimentos acerca dos problemas essenciais do marxismo e dos fundamentos da própria evolução. “Os materiais que deveriam constituir uma “introdução” à Ética adquirem, assim, o estatuto de fundacionais da Ontologia, obra que não foi ainda suficientemente analisada. Em relação a ela no entanto se pode afirmar, com inteira segurança, que abre um novo horizonte teórico-filosófico para o desenvolvimento do marxismo, e que não haverá nenhum renascimento do marxismo se ela for ignorada”, sentencia José Paulo Netto.
“Antes de tudo, vida cotidiana, ciência e religião (teologia incluída) de uma época formam um complexo interdependente, sem dúvida frequentemente contraditório, cuja unidade muitas vezes permanece inconsciente. A investigação do pensamento cotidiano é uma das áreas menos pesquisadas até o presente. Há muitos trabalhos sobre a história das ciências, da filosofia, da religião e da teologia, mas são extremamente raros os que se aprofundam em suas relações recíprocas. Em virtude disso, resulta claro que justamente a ontologia se eleva do solo do pensamento cotidiano e nunca mais poderá tornar-se eficaz caso não seja capaz de nele voltar a aterrar – mesmo que de forma muito simplificada, vulgarizada e desfigurada.””
Sobre o autor
Nascido em 13 de abril de 1885 em Budapeste, Hungria, György Lukács é um dos mais influentes filósofos marxistas do século XX. Doutorou-se em Ciências Jurídicas e depois em Filosofia pela Universidade de Budapeste. No final de 1918, influenciado por Béla Kun, aderiu ao Partido Comunista e, no ano seguinte, foi designado Vice-Comissário do Povo para a Cultura e a Educação. Em 1930 mudou-se para Moscou, onde desenvolveu intensa atividade intelectual. O ano de 1945 foi marcado pelo retorno à Hungria, quando assumiu a cátedra de Estética e Filosofia da Cultura na Universidade de Budapeste. Estética, considerada sua obra mais completa, foi publicada em 1963 pela editora Luchterhand. Já seus estudos sobre a noção de ontologia em Marx, que resultariam oito anos depois em Para uma Ontologia do ser social, iniciaram-se em 1960 e agora ganha edição em dois volumes pela Boitempo. Faleceu em sua cidade natal, em 4 de junho de 1971. Do autor, a Boitempo já publicou Prolegômenos para uma ontologia do ser social: questões de princípios para uma ontologia hoje tornada possível (2010), O romance histórico (2011), Lenin: um estudo sobre a unidade de seu pensamento (2012) e agora o primeiro volume de Para uma ontologia do ser social. O segundo volume está previsto para 2013.
Ficha Técnica
Título: Para uma ontologia do ser social ITítulo Original: Zur Ontologie des gesellschaftlichen Seins: Die gegenwärtige ProblemlageAutor(a): György LukácsPrefácio: José Paulo Netto; Orelha: Maria Orlanda PinassiTradutor(a): Carlos Nelson Coutinho, Mario Duayer, Nélio Schneider; Revisão da tradução: Nélio Schneider; Revisão técnica: Ronaldo Vielmi Fortes (com colaboração de Ester Vaisman e Elcemir Paço Cunha)Páginas: 440Ano de publicação: 2012
Fruto dos mais de 40 anos de cursos sobre O capital de Marx (volume I) lecionados pelo geógrafo marxista David Harvey em universidades ao redor do mundo, Para entender O capital é uma obra ao mesmo tempo sintética e densa, uma introdução para a compreensão de O capital, que chega em momento oportuno, de uma torrente de interesse pela análise das obras de Marx, em busca de um melhor entendimento das origens da falência econômica e dos nossos problemas atuais. Apesar de os últimos trinta anos, mais particularmente desde a queda do muro de Berlim e do fim da Guerra Fria, não terem sido um período muito favorável ou fértil para a economia política marxiana, este livro ajuda a abrir a porta para que uma geração mais jovem, pouco familiarizada com esse pensamento, explore por sua própria conta o legado de Marx. “Há muitos estudantes e ativistas que desejam desesperadamente uma forte base teórica para melhor apreender, de modo a situar e contextualizar seus próprios interesses e seu agir político. Espero que essa apresentação dos fundamentos da teoria marxiana possa auxiliá-los nessa tarefa”, diz Harvey na apresentação.
Ficha técnica
Título: Para entender "O capital" de MarxTítulo Original: A companion to Marx'sSubtítulo: Livro IAutor(a): David HarveyPrefácio: Orelha: Marcio PochmannPáginas: 335Ano de publicação: 2013
Caros Amigos edição 194
A censura da grande mídia ao debate sobre a regulação dos meios de comunicação e suas manipulações políticas são o tema central da edição 194. Essa edição traz para seus leitores um presente: o livro “O Brasil da Inovação”, sobre pesquisa e desenvolvimento em áreas consideradas estratégicas. A edição em dose dupla traz também reportagem sobre a vida dos imigrantes que estão chegando ao País; artigo do economista Paulo Kliass sobre a campanha midiática dos rentistas pelo aumento na taxa básica de juros e entrevistas com o deputado estadual do Rio de Janeiro, Marcelo Freixo, e a diretora Tata Amaral, que fala de cinema e militância.
“O Brasil tem plena liberdade de imprensa, mas a participação da população é limitada. É o que Paulo Freire chamava de ‘cultura do silêncio’, a ausência de participação da maioria”, diz Renata Mielli na reportagem sobre a ditadura da grande mídia. A matéria mostra os que dominam o espectro eletromagnético, impõem seus assuntos de interesse, seja da agenda política, econômica ou social, e dividem polpudas verbas publicitárias. A reportagem também mostra como são as leis reguladoras em vários outros países.
Em outra reportagem, a nova edição faz um retrato da realidade vivida pelos imigrantes, grupo do qual os haitianos se tornaram o mais conhecido. Apesar de já ter se tornado rota da imigração internacional, o Brasil ainda vive sob um estatuto repressor, aprovado nos estertores da ditadura militar e enfrenta morosidade na aprovação de um novo estatuto. “Todas as questões ficam pendentes”, diz o presidente do Conselho Nacional de Imigração, Paulo Sérgio de Almeida, acusando a dificuldade em se formular políticas de apoio e acolhimento.
O economista Paulo Kliass debate a campanha midiática pelo aumento na taxa básica de juros aproveitando a alta no preço do tomate e insuflando velhos temores do “dragão da inflação” e seu descontrole. Em outro artigo, Renato Pompeu debate se o futebol é ou não o ópio do povo. A nova edição de Caros Amigos tem ainda reportagens sobre o processo de paz entre as Farc e governo da Colômbia e os processos eleitorais recentes na América do Sul, principalmente na Venezuela e Paraguai; o perfil do cientista boêmio Paulo Vanzolini, além dos artigos e colunas dos colaboradores - José Arbex Jr., Frei Betto, João Pedro Stedile, Gilberto Felisberto Vasconcelos, Sergio Vaz, Mc Leonardo, Marcos Bagno, Eliete Negreiros, Gershon Knispel e Renato Pompeu
O Brasil da Inovação
Junto à edição 194, circula o livro “O Brasil da Inovação”, com patrocínio da Petrobras, que reúne reportagens e artigos sobre pesquisa, desenvolvimento e inovação em áreas estratégicas para o País. Nanotecnologia, aeronáutica, cibernética, agricultura, transporte, petroquímica e geração de energia ou medicina, além das inovações sociais que transformam cidades e vidas. A edição tem ainda artigos de vários especialistas.
Nas mais de cem páginas, o livro mostra a corrida do País pela independência tecnológica, um dos alicerces da soberania nacional. Um exemplo, da própria Petrobras, é a grande rede de laboratórios e pesquisadores envolvidos na exploração do pré-sal, reservas de petróleo mais que estratégicas, uma grande oportunidade de novos investimentos sociais.
Os grandes centros brasileiros de pesquisas e excelência, como Embrapa ou ITA, estão no livro mostrando mais da capacidade brasileira de buscar soluções próprias seja na agricultura, com pesquisas de ponta, novas e melhores variedades de plantas e processos sustentáveis; ou no espaço, onde os gigantes do setor guardam a sete chaves os segredos da navegação, uma barreira tecnológica a ser vencida.
O livro também traz as conquistas no setor de transporte, na aviação civil, que busca novos materiais nanotecnológicos; e em terra, como o aeromóvel, trem que está sendo implantado em Porto Alegre.
A área social é focada nas reportagens, que mostram as inovações para uma vida mais inclusiva, como os métodos de ensino criados por um professor cego; as cidades que já contam com conexão pública à internet, ou o projeto ‘Carreta da saúde’, um caminhão adaptado para consultas que circula periferias de vários estados. Os avanços na medicina também são mostrados através do trabalho de laboratórios como Farmanguinhos e seus parceiros na busca por medicamentos mais baratos e para doenças que nem sempre têm a atenção dos laboratórios privados.
“O Brasil da Inovação” traz ainda artigos do presidente da Petrobras Biocombustíveis, Miguel Rosseto; da secretária de Inovação e Tecnologia de Porto Alegre, Deborah Villela; da pesquisadora Mara de Oliveira, sobre inovação social; da também pesquisadora Renata Autoun Simão, sobre nanotecnologia; do economista Paul Singer, sobre economia solidária; do sociólogo Antonio Gomes Barbosa, que fala das “novas ruralidades”; e do cientista político Gunther Rudzit, que trata da cibernética e guerra virtual.
Documentário que aborda e interpreta os cinquenta anos que precederam o início do século XXI: o pós-Segunda Guerra Mundial, os movimentos de contracultura, as lutas pela independência das antigas colônias africanas e asiáticas, as ditaduras militares na América Latina, a Guerra do Vietnã e as outras invasões e guerras que ocorreram neste período.
Direção Silvio TendlerRoteiro Silvio TendlerTítulo original: UTOPIA E BARBARIEMídia: DVDGênero: DOCUMENTÁRIODuração: 120Sistema: NTSCFormato de Tela: DVDIdioma Original: PORTUGUES
Trailer Oficial
Galeria F – lembranças do mar cinzento (IV)
Décimo livro do jornalista e escritor Emiliano José, reune quarenta e dois artigos, entrevistas, resenhas, reportagens publicadas em revistas, jornais e sítios na internet organizados em doze capítulos, nas palavras do autor, em torno de “um núcleo central, que é tratar a repressão, voltando-se especialmente para personagens que viveram a luta política baiana [contra a ditadura militar]”, embora estejam também presentes “personagens da luta revolucionária de outros estados e, inclusive, um pouco da história de luta dos negros, de séculos passados”.
O que une os muitos relatos, todavia, é o compromisso com o total esclarecimento da verdade daqueles tempos sombrios. A Comissão Nacional da Verdade foi finalmente criada pela lei nº 12.528, de 18 de novembro de 2011. Na cerimônia de assinatura da lei, a presidenta Dilma afirmou “o silêncio e o esquecimento são sempre uma grande ameaça. Não podemos deixar que no Brasil a verdade se corrompa com o silêncio”.
Galeria F – lembranças do mar cinzento (IV), de Emiliano José, é muito mais do que um depoimento de alguém que experimentou na própria carne a sanha criminosa dos torturadores. Na verdade, constitui um clamor vivo, quase um lamento.
"Dali a pouco, foi levado para a traseira de um veículo que a ele parecia uma Veraneio. Nela iam outras duas pessoas. Os três no estrado do carro, deitados, encapuzados, com a recomendação de que não trocassem uma única palavra. Os policiais também falavam pouco durante a viagem, que durou coisa de duas horas.
Quando o carro parou no destino, Marcos Antônio ouviu um pássaro cantar, apesar de ser noite. Muito depois, soube que ali estava sendo construído um quartel do Exército, município de Alagoinhas, a pouco mais de 100 quilômetros de Salvador.
Marcos Antônio começava a compreender melhor no que estava sendo envolvido. Era mais kafkiano ainda. Não tinha nada a ver com o PCB, nem com nenhuma atividade política propriamente dita. Era apenas e tão somente um engenheiro da Petrobras.Tinha consciência, no entanto, que pouco adiantava dizer isso. Não tinha ideia de como a repressão política tinha concluído que ele era do PCB, e direção do partido ainda por cima."
Emiliano José é jornalista e escritor. Ex-preso político, tem, também, exercido mandatos parlamentares,de vereador e deputado federal. É autor de muitos livros, este, o décimo. Vários deles publicadospela editora da Caros Amigos, revista da qual é colaborador desde o primeiro número, quando feza matéria sobre a fuga histórica de Teodomiro Romeirodos Santos, o primeiro condenado à morte pela ditadura.
É autor de uma série em andamento – Galeria F - Lembranças do Mar Cinzento. O quarto livro seapresenta agora – Golpe. Tortura. Verdade. Nos dois primeiros, fez desfilar vários ex-presos políticos,com suas dores, torturas, angústias e esperanças. No terceiro, contou a história de Victor Meyer, históricomilitante da Polop, que morreu precocemente. E neste quarto, mescla fatos nacionais, inclusive com um histórico depoimento de Waldir Pires, feito por ele e publicado pela própria revista Caros Amigos, com vítimas diretas da repressão na Bahia.
Soy Cuba, O Mamute Siberiano
No início dos anos de 1960, o famoso diretor soviético Mikhail Kalatozov, junto com uma equipe de 200 pessoas, filmou em Cuba a superprodução Soy Cuba. Este filme, que pretendia ser uma poderosa arma de propaganda para divulgar a revolução cubana, foi ignorado após sua estréia em Havana e Moscou e ficou desconhecido pelo público no Ocidente até sua redescoberta nos anos de 1990 por Martin Scorsese e Francis Ford Coppola.
O documentário revela um momento chave na história do cinema através dos depoimentos dos atores e técnicos sobreviventes, e mostra o insólito contraste entre o brilho da alma eslava e os claros-escuros da cultura afro-cubana. Melhor documentário no Festival de Gramado de 2005 e no Festival de Guadalajara de 2005.
Informações Técnicas
Título no Brasil: Soy Cuba, O Mamute SiberianoTítulo Original: Soy Cuba, O Mamute SiberianoPaís de Origem: BrasilGênero: DocumentárioTempo de Duração: 90 minutosAno de Lançamento: 2005Estreia no Brasil: 13/01/2006Direção: Vicente Ferraz
Em 2011, a Boitempo deu início a uma de suas maiores empreitadas editoriais: a tradução completa de O capital, pela primeira vez a partir da edição preparada no âmbito do projeto alemão MEGA-2 (Marx-Engels Gesamtausgabe), com tradução de Rubens Enderle. Em março de 2013 a editora lança o primeiro volume deste clássico, que veio à luz na Alemanha em 1867 e é considerado a mais profunda investigação do modo de produção capitalista e suas correspondentes relações de produção e de circulação. Marx se dedica à compreensão das categorias que constituem a articulação interna da sociedade burguesa e analisa o capital em sua relação direta com a exploração da força de trabalho assalariado. A Inglaterra, localização clássica da força de trabalho industrial, serve de ilustração para sua exposição teórica. Assim como na tradução dos Grundrisse, esse volume substitui o tradicional uso da expressão “mais valia” por “mais valor”, uma tradução teoricamente indiscutível e unânime entre pesquisadores brasileiros que trabalham dentro da tradição marxista.
Título: O capitalTítulo Original: Das Kapital: Kritik der politischen ÖkonomieSubtítulo: Crítica da economia política. Livro I: O processo de produção do capitalAutor(a): Karl MarxPrefácio: Textos introdutórios: Jacob Gorender, Louis AlthusserPosfácio: Orelha: Francisco de OliveiraTradutor(a): Rubens EnderlePáginas: 856Ano de publicação: 2013
O livro 'A dialética do Trabalho' reúne textos e fragmentos de Marx e Engels, que auxiliam enormemente na compreensão do papel e do significado do trabalho, mediação presente no processo de tabalho, que pode tanto libertar quanto escravizar, humanizar ou degradar, emancipar ou sujeitar. A desconsideração desta dupla dimensão permitiu que muitos autores equivocadamenbte defendessem o fim do trabalho. O desafio maior da humanidade, entretanto, é dar sentido, ao trabalho humano e, desse modo, tornar a nossa vida também dotada de sentido.
ISBN: 8587394479ISBN-13: 9788587394477Idioma: PORTUGUESEncadernação: BROCHURADimensão: 14 X 21 cmEdição: 1°Ano de Lançamento: 2004Número de páginas: 204
SINOPSE
A Versátil, em parceria com o Instituto de Tecnologia Social (ITS), o Goethe-Institut São Paulo e o SESC, apresenta o inédito, Notícias da Antiguidade Ideológica: Marx, Eisenstein "Ocapital", monumental filme multimídia do grande cineasta alemão Alexander Kluge (O Patriota) baseado no projeto inacabado do diretor russo sergei Eisenstein de filmar O Capital, de Karl Marx, a partir da estrutura literária de Ulisses de James Joyce. A obra é apresentada em sua versão integral com mais de oito horas de duração em uma embalagem especial com 3 DVDs, que traz um encarte especial e mais de uma hora e meia de extras, incluindo entrevista con Jean-Luc Godard. Realizado em 2008, no auge da crise financeira mundial, Notícias é uma obra-prima polimórfica que, a partir de uma montagem extremamente original, reflete sobre a atualidade do pensamente de Marx na sociedade capitalista contemporânea em que vivemos. Inclui participações especiais do filósofo Peter Sloterdijk, do escritor Hans Magnus enzensberger, do poeta Durs Grünbein, do cineasta Tom Tykwer, entre outros intelectuais e artistas.
Nome original: Nachrichten aus der ideologischen Antike – Marx, Eisenstein, “Das Kapital”Ano produção: 2008Video: Full Screen 1.33:1Audio: Alemão: Dolby 2.0Legenda: PortuguêsDuração: 492 minutosRegião: 4Data lançamento: 04/08/2011Qtd disco: 3Tipo de disco: DVD
Sobre o diretor
Alexander Kluge (Halberstadt, 14 de Fevereiro de 1932) é um conceituado realizador, crítico social e escritor alemão. Na juventude, conviveu com Theodor Adorno e Fritz Lang. Foi um dos autores do Manifesto de Oberhausen, que deslanchou o movimento do Novo Cinema Alemão, do qual participaram também Fassbinder, Werner Herzog, Margarethe von Trotta, Volker Schlöndorff, Wim Wenders e outros. Precursor da chamada "televisão de autor" - uma tentativa de trazer qualidade artística aos programas televisivos -, Kluge é considerado como um dos mais importantes intelectuais alemães contemporâneos.
Mídia, poder e contrapoder
Dênis de Moraes, Ignacio Ramonet e Pascual Serrano assinam a seis mãos os ensaios que integram o livro Mídia, poder e contrapoder: da concentração monopólica à democratização da informação, a ser lançado pela Boitempo Editorial.
Organizada por Moraes, a obra reúne sete textos que fazem uma reflexão crítica sobre o poder mundial da mídia, a cultura tecnológica, a comunicação globalizada, o jornalismo contra-hegemônico em rede, as políticas públicas de direito à comunicação e a democratização da informação na América Latina.
A partir da convergência de afinidades dos jornalistas na análise sobre o complexo mundo da mídia e nas preocupações com o fluxo informacional do nosso cotidiano – após um debate do qual participaram juntos no Rio de Janeiro no final de 2011 –, surgiu para Moraes a ideia de um livro a três. “O ponto de partida de Mídia, poder e contrapoder é o compromisso comum de interpelar a contemporaneidade, cada vez mais midiatizada, tecnologizada e mercantilizada”, explica o organizador na introdução.
O momento histórico para Moraes é perturbador, permeado pelos fascínios compulsivos por objetos digitais que se conectam instantaneamente a “nuvens de computação” capazes de armazenar volume imensurável de informações. No entanto, em contraposição a esse quadro, o livro desenvolve reflexões que incorporam a dimensão da esperança, projetando-a como elemento essencial nas disputas de sentido frente aos enfoques tendenciosos das máquinas midiáticas.
Na primeira parte, os jornalistas analisam formas e efeitos da colonização do imaginário social pela mídia corporativa; a configuração atual do sistema midiático, sob forte concentração monopólica em torno de megagrupos e dinastias familiares; as estratégias de comercialização de produtos culturais e manifestações artísticas; a subordinação de informações de interesse coletivo a ambições lucrativas; a retórica em favor da “liberdade de expressão”, que dissimula a intenção de fazer prevalecer a liberdade de empresa sobre as aspirações coletivas e a perda de credibilidade da imprensa. Ramonet não se furta a discorrer sobre o fazer jornalismo, reconhece a proliferação de produtores de informação que a era digital criou e vaticina com propriedade: “O que está desaparecendo é principalmente o jornalismo de investigação”. A primeira parte do livro é encerrada pela necessária discussão de Pascual sobre liberdade de imprensa, uma temática que nunca se esgota e é apontada por ele dentro do cenário do “coronelismo”, dos fluxos financeiros, mas também das possibilidades de produção contra-hegemônicas.
A partir do reconhecimento das mutações comunicacionais na internet, expostas na segunda parte do livro, os autores avaliam premissas e práticas em rede e possibilidades de reversão do sistema a partir da digitalização que, ao mesmo tempo, priorizam conteúdos vinculados à justiça social, aos direitos humanos e à diversidade cultural. Para eles, é imperativo exercitar, por meio do jornalismo crítico e colaborativo, um contrapoder na produção e na difusão alternativas, como os projetos promissores das agências virtuais de notícias latino-americanas, consolidados como o portal Rebelión, de Madri, ou instigantes como o WikiLeaks.
A professora associada de comunicação da UFRJ, Raquel Paiva, avalia o livro como obra necessária por sua qualidade crítica. “Hoje, um sem-número de livros sobre jornalismo é publicado regularmente. A maioria é interessante, mas poucos necessários, porque, para tanto, é preciso ir além da mera análise acadêmica para exercer plenamente a capacidade crítica e, acima de tudo, inscrever-se como um material capaz de, a partir da hermenêutica traçada, perscrutar com cuidado o que se situa como perspectiva”, diz no prefácio.
“A cumplicidade do quarto poder com os poderes dominantes faz com que ele deixe de funcionar como tal, o que representa um grave problema para a democracia, pois não é possível concebê-la sem o autêntico contrapoder da opinião pública. (...) Minha proposta é que todos nós participemos da criação de um quinto poder, que se expressaria mediante a crítica ao funcionamento dos meios de comunicação, papel que antes cabia ao quarto poder. O que um cidadão mais ou menos ativo numa sociedade democrática deve fazer? Questionar a forma como a mídia dá conta da realidade. Essa função crítica consiste em informar sobre a informação, que não é neutra, sempre é construída a partir de um ponto de vista. Portanto, revelar a quem pertence essa informação, quem ela está ajudando, em que medida ela é a expressão dos grupos privados que são seus proprietários já é uma maneira de se dizer para quem os meios de comunicação estão trabalhando. Isso é criar um quinto poder, ressignificando o que a opinião pública deve ser.” – Ignacio Ramonet em “A explosão do jornalismo na era digital”.
Dênis de Moraes, jornalista, é professor do Departamento de Estudos Culturais e Mídia da Universidade Federal Fluminense e pesquisador do CNPq e da FAPERJ. Autor de Vozes abertas da América Latina: Estado, políticas públicas e democratização da comunicação (Mauad/Faperj, 2011), La cruzada de los medios en América Latina (Paidós, 2011) e Mutaciones de lo visible: comunicación y procesos culturales en la era digital (Paidós, 2010). Pela Boitempo, publicou O velho Graça: uma biografia de Graciliano Ramos (2012).
Ignacio Ramonet, jornalista, foi diretor de redação do Le Monde Diplomatique (1990-2008) e atualmente dirige a edição espanhola do mesmo jornal. Um dos idealizadores do Fórum Social Mundial, é presidente de honra da organização ATTAC. Publicou A explosão do jornalismo: das mídias de massa à massa de mídia (Publisher Brasil, 2012), Fidel Castro, biografia a duas vozes (Boitempo, 2006) e A tirania da comunicação (Vozes, 1999).
Pascual Serrano, jornalista, é diretor de redação do portal Rebelión, de Madri. Foi assessor editorial do canal multiestatal latino-americano Telesur. Autor de Periodismo canalla: los medios contra la información (Icaria, 2012), Contra la neutralidad. Tras los pasos de John Reed, Ryzard Kapuscinski, Edgar Snow, Rodolfo Walsh y Robert Capa (Península, 2011) e Desinformación. Cómo los medios ocultan el mundo (Península, 2009).
Título: Mídia, poder e contrapoderSubtítulo: da concentração monopólica à democratização da comunicaçãoAutor(a): Dênis de Moraes (org.), Ignacio Ramonet e Pascual SerranoPrefácio: Raquel PaivaPosfácio: Orelha: Milton TemerPáginas: 184Ano de publicação: 2013ISBN: 978-85-7559-318-9
A Onda
Em uma escola da Alemanha, o professor secundário Rainer Wenger tem dificuldade em explicar para seus alunos como o povo aceitou a disseminação do nazismo. Quando um dos estudantes afirma que hoje em dia seria impossível um regime autoritário dar certo, por conta da educação das pessoas, o mestre decide fazer uma experiência. Rainer cria uma simulação dentro de sala de aula mostrando como o governo conseguiu convencer o povo.
Com exercícios de disciplina, os alunos logo passam a aceitar as ordens dadas pelo professor, assim como na época de Hitler. Os estudantes, então, se unem em um movimento que eles intitulam A Onda. A simulação, que deveria acontecer apenas na sala de aula, toma as ruas da cidade, e se torna cada vez mais violenta. Quando Rainer percebe que sua explicação está saindo do controle, ele decide mostrar aos alunos que nada daquilo é real, mas pode ser tarde demais para isto.
Dirigido por Dennis Gansel, A Onda é baseado no livro homônimo de Morton Rhue, sucesso há mais de 20 anos e leitura obrigatória em muitas escolas alemãs. Apesar do livro ser de ficção, ele foi baseado em uma história real, que aconteceu em Palo Alto, na Califórnia, quando o professor de história Ron Jones tentava explicar o nazismo para seus alunos, em 1967. A experiência, que deveria durar um dia, durou quase uma semana e fugiu do controle de Jones, que não pôde mais lecionar.
Sobre o diretor:
Dennis Gansel nasceu em Hannover, Alemanha, em 1973. A Onda é seu terceiro filme. Antes, realizou Garotas procuram... (Mädchen, mädchen, 2001), Napola, antes da queda (Napola, Elite für den Führer, 2004). Depois, ele realizou As Damas da Noite (We are the Nigth, 2010). Seu olhar para a juventude tem sido recorrente em sua carreira.
Especificações Tecnicas
Título original: DIE WELLEMídia: DVDRegião: 4*Brasil, Austrália, Nova Zelândia, México, América Central, América do SulAno de produção: 2008País de Produção: AlemanhaGênero: CINEMA EUROPEUDuração: 106Sistema: NTSCFormato de Tela: DVDFaixa Etária: 16Idioma Original: ALEMAODublagem: PORTUGUES -Legenda: PORTUGUES